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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O sedentarismo na contemporaneidade

Por Ricardo Soares - Educador físico especializado em atividades para grupos especiais da Clin Escultural e, membro da ABESO - Associação Brasileira de Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica.


Observando minha prática profissional e meu convívio social, percebo, cada vez mais, um uso equivocado do termo sedentarismo como sinônimo da falta de prática de exercícios físicos regulares ou ainda de uma atividade esportiva. Diante da recorrência de tal equivoco, resolvi esclarecer o tema aqui no blog da Clin Escultural.

A grande questão, é que qualquer pessoa que não atinja um gasto calórico de 1500 Kcal por semana com atividades corriqueiras, como caminhada nos percursos de ida e volta do trabalho, cuidados com a casa, jardim e ou faxina, por exemplo, já são consideradas sedentárias. Mas, vale ressaltar, que mesmo as pessoas que consigam ter esse valor de queima de calorias apenas com suas atividades do dia a dia, precisam fazer algum tipo de atividade física para garantirem a manutenção da boa saúde.

O fato é que, a pouca movimentação corporal, favorecida pela tecnologia, promove efeitos nocivos em nosso corpo! Ao considerar o advento tecnológico como resultado da revolução industrial, entende-se que sua gênese está na própria relação de ruptura do artesanal, acarretando o menor gasto energético dos indivíduos, em função de uma forma mais rápida e eficiente de se fazer um mesmo trabalho.

Isso significa que, a cada dia, gastamos menos energia, trabalhamos mais tempo do que a quantidade efetiva para a qual somos contratados, ficamos muito cansados do ponto de vista cognitivo e, como resultante desses fatores, sobra-nos menos tempo e animo para nos cuidar.

Pesquisas mostram que o sedentarismo contribui para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis (doença arterial coronariana, Diabetes tipo II, Câncer de cólon e de mama)  e que elas podem ser evitadas a partir do momento em que os indivíduos sedentários começam praticar alguma atividade física, prática que também gera um ganho em longevidade.

A equipe Clin Escultural busca apresentar estratégias que podem favorecer o seu processo de mudança de hábitos em relação ao sedentarismo e, assim, mudar o quadro de excesso de peso e propensão a doenças crônicas adquiridas. Agende uma consulta.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dicas Clin Escultural no Dia do Profissional da Educação Física

Por Ricardo Soares - Educador físico especializado em atividades para grupos especiais da Clin Escultural e, membro da ABESO - Associação Brasileira de Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica.


O Relatório de Desenvolvimento Humano 2014, divulgado pela ONU, em 24 de julho, mostra que a expectativa de vida no Brasil aumentou de 62,7 anos em 1980, para 73,9 em 2013, o que equivale crescimento de 17,9% ou 11,2 anos.

Mas, se vivemos mais, qual é a real qualidade dessa longevidade? Será possível obter uma vida saudável e longa, sem atividades físicas? O sedentarismo é um dos comportamentos que mais degrada a saúde. Infelizmente não existe remédio ou tratamento que possa melhorar nossa saúde e condicionamento físico a não ser o movimento.

É importante lembrar que os níveis de atividades cotidianas com gastos energéticos significativos só diminui, fator que contribui para a aquisição de doenças crônicas degenerativas.

Nesse sentido, a tecnologia, nossa atual grande aliada, se tornou uma vilã, partindo-se do ponto de vista de que cada vez mais, precisamos empenhar menos força para executar nossas atividades. A revolução industrial, portanto, é o marco inicial do nosso baixo gasto energético, decorrente do menor uso de nossas capacidades físicas.

Em um passado não muito distante, não era tão necessário ter que dedicar uma hora do seu dia à prática de exercício físico em academia ou ao ar livre, pois as atividades diárias, por si só, já garantiam os estímulos necessários para seu corpo gastar e fazer a manutenção da força e capacidade aeróbia.

Logo, é evidente que o nosso modelo hipocinético, isto é, de pouco movimento corporal precisa ser repensado, afim de que a longevidade que estamos adquirindo possa ser para aproveitar a vida de forma saudável e não fugir da morte. Lembre-se que viver é diferente de estar vivo.